Ando muito tempo divagando sobre a vida, e desejando poder escolher o modo como ela seria. E não é que de repente ela é um tanto diferente do que eu imagina que ela fosse? Pois é, me surpreendi com isso, apesar de ainda não chegar nem perto do que eu tão sonhadoramente esperava.
Explicando...
Como uma viciada em livros, descobri que faltava história na minha vida, uma narrativa. Não que ela não fosse pontuadas de histórias que até o mais delirante escritor de novelas precisaria de um bom baseado para imaginá-las. Mas tal descrição só cabe no que se refere a parte de tormenta familiar e quesitos financeiros não muito animadores! A parte do romance parece estar perdida no éter, sem mapa para me encontrar (de volta?).
Se fosse escrever um livro, nada renderia mais do que minha própria história: daria um belo enredo, mas só para aqueles que não ligam muito para histórias de amor, ou pelo menos para os que não esperam um casal romântico com final feliz. Tive um namorado, milhões de carinhas de uma noite só, e sete que me conhecem por inteiro. Seria essa a melhor descrição?
Talvez meu trauma familiar, minha perda de confiança e meu ganho na balança, tenham me brecado nesse sentido. Ou talvez, eu realmente me torne uma solterona, afundada até o pescoço nos bel-prazeres da vida: uma piscina, com um drink, uma maço de cigarro e um livro. Hum... seria esse o seu pensamento para o que seria os prazeres da vida? Com certeza não. A não ser que você seja uma pessoa como eu: eu me basto! Ficar sozinha realmente tem seus benefícios. Há coisas que somente na solidão conseguimos apreciar; nunca nos sentimos tão livres, sem pressões, quanto no silêncio de nossa própria respiração.
Não pense que sou uma louca depressiva. Ainda tenho 20 anos, esqueceu? Adoro uma balada... caras gatos que me olham quando passo.... uma boa dose de tequila... e amigos muito loucos que sempre fazem as coisas mais absurdas do planeta! Ainda assim, prezo meu momentos comigo mesma: uma lata de cerveja bem gelada, um cigarro, uma música no rádio e dirigindo sempre em frente, até onde o asfalto acaba. Definitivamente não estou falando de uma marginal engarrafada as seis da tarde de sexta feira.
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