segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sem título

Não vejo a hora de entrar de férias para poder me afogar em coisas inúteis... GG, Crepúsculo, GGBooks, filmes, VD, Supernatural... ai ai ai.... to parecendo uma nerd! A.D.O.R.O.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

CAPÍTULO 01

   A High School era uma escola de tradição americana, com tudo que as escolas americanas tem direito: jornal, baile de formatura, líderes de torcida, time de basquete... Até a carga horária era igual, o que fazia de suas vidas um pouco diferente da dos outros.
   Man era editora do jornal, o Target; Re era chefe das líderes de torcida; Jô era a melhor jogadora de vôlei que a High School já teve; e Teka participava do grupo de teatro.
   A primeira segunda-feira de maio  amanheceu ensolarada, mas o tempo começava a esfriar. O sol já estava a meio caminho do seu ponto máximo quando o “quarteto fantástico” se encontrou na porta do colégio.
   - Bom diaaa!!! - disse a menina loira guardando as chaves do carro na bolsa Prada- E ai meninas? Como foram de final de semana? Quero saber de todas as fofocas, já que passei o sábado e domingo com o Vitor e não vi vocês....
   - Ihhh... Pra ela estar assim toda falante, aposto que ela está com sono. O que você ficou fazendo durante a noite, enh?!?!– comentou Man para as meninas e se voltando para a amiga que a olhava com a cara de mais inocente do mundo, – Bom dia Re.
   - Vocês não vão acreditar como foi o meu sábado...
   - Olha ai as fofocas...
   - Começou! Fala Teka.
   - Fui na inauguração daquela balada, como é mesmo o nome? (Aff...) Não importa...  Não, não, não... - piscando os olhos de cílios com rímel incolor furiosamente, ela apressou-se em dizer - Vocês não sabem com quem eu fui para lá?!?! 
   As meninas entreolharam-se já esperando para ouvir qual seria o absurdo mais recente de Teka, mas antes que alguém pudesse arriscar, Rafa, namorado de Man, chegou com seus cachos caindo sobre os olhos altamente fofos, assim como inoportunos.
   - Bom dia meninas! Tudo bom?
   - Oi Rafa.
   - Bom dia.
   - Tudo e você?  
   - Oi amo... - Ele já lhe lascara um beijo na boca.
   - Bom, depois eu conto quem eu encontrei... – disse Teka impaciente indo em direção ao portão de entrada, batendo seus saltos, falando com ninguém em particular.
   Os cinco foram entrando pelos coloridos corredores e como de costume, todos os olhares se dirigiram para o grupinho mais cool da cidade. Nascidas nas famílias nobres, as quatro garotas eram o tópico de fofocas preferido de todos, e não só entre aquelas paredes; eram sempre elas que eram chamadas para as festas mais legais, com as pessoas mais famosas; eram elas que ganhavam roupas das lojas mais exclusivas; eram elas que todos queriam como namoradas e quem todas as outras meras mortais gostariam de ser. Mas mais que isso, o que as tornavam irresistivelmente famosas, era o fato de não darem a mínima para tudo aquilo.
   Pararam em frente a seus respectivos armários, e começaram sua seção diária de preparação. Por fora, eram idênticos, mas era por dentro que havia toda diferença: Teka estacionava - para não usar termo melhor - em frente ao espelinho colado na aba de dentro da porta e dedicava os cinco primeiros minutos a ficar se olhando ali - o que ninguém sabia, era que na verdade ela ficava espiando os caras gatos que passavam pelo corredor olharem discaradamente para sua bunda -, depois, entre uma pilha de papeis amassados, ela pegava o roteiro de sua peça, dava a última retocada no cabelo perfeito e naturalmente liso que era o sonho de qualquer menina que ficava dez horas seguidas no cabelereiro, batia a porta branca com força e se encostava ali, como quem não quer nada, para apreciar o movimento ("a oferta", como lhe dissera Re, há algum tempo atrás). O que Amanda fazia assim que destrancava seu armário verde, era dar um beijo em seu colar com a Estrela de Davi que ficava pendurado na porta e depois, só ler sua tabela de tarefas colada ao fundo: ela continha tudo o que ela teria de fazer no dia, desde as matérias que teriam de ser revisadas para o jornal, até a hora que deveria chegar na casa de seu namorado para o jantar (" Ei Amandinha, disse Jô um dia desses apontando por cima da cabeça da amiga para uma quarta-feira qualquer em seu horário, você não esqueceu de marcar a hora de cagar hoje, não?!" Amanda fechou a porta tão violentamente que prendeu o dedo de Jô, mas assim que a amiga gritou de dor, ela começou a abraçá-la e dizer " Ai amiga, desculpa, desculpa, desculpa". Nenhuma delas jamais conseguira deixar Man brava por mais de um minuto). Jô era a que menos se demorava; ela não dava muito importância para sua aparência, a não ser para os cabelos, que a cada dia que passava ficava mais claro devido as luzes que fazia sozinha em sua casa; ela pegou sua revista de horóscopo e leu a previsão de seu signo para o dia; deu um tapinha carinhoso no seu Santo Antonio que estava de ponta cabeça amarrado num cadarço (uma simpatia para arranjar namorado), pegou uma barrinha integral de cereal, e fechou a porta vermelha do seu armário. Renata era a que mais tinha coisas guardadas dentro do seu armário roxo; antes de abri-lo, amarrava o cabelo nom coque mal feito em cima da cabeça; havia um diversidade absurda de chocolates ali, e naquela manhã ela optou por Língua de Gato da Kopenhagen; ela remexeu entre os muitos convites de festas que recebia, á procura de seu acessório indispensável: o pom-pom vermelho de líder de torcida; ela fechou o armário mas não sem antes dar uma olhadinha em uma foto em partícular entre as milhares que cobriam o interior do seu armário: um par de olhos verdes a encaravam: Vitor!
   - Qual a primeira aula hoje?
   Subiram as escadas em direção ao ginásio, tagarelando sobre qualquer coisa. Teka não se arriscou a trazer o assunto de mais cedo a tona, com medo de que as fofoqueiras de plantão da escola pudessem ouvi-la. Entraram no vestiário, a última porta á esquerda do corredor, e foram trocar suas roupas de marca pelos uniformes de educação física. Elas saíram junto com as outras meninas, e antes que chegassem a porta do ginásio, os meninos já haviam se juntaram á elas.
   Nenhuma deles ficou surpreso ao ver que seria novamente o mesmo jogo da aula anterior. Com a final do campeonato de vôlei se aproximando, o professor Franco decidiu que era bom para seus alunos que entendessem como o jogo funcionava, e quão difícil poderia ser, para que todos dessem mais valor a performance das jogadoras do time, do que as seus shortinhos apertados. 
   - Bia - um grito veio do meio da quadra - dá pra senhorita terminar de roer as unhas depois e prestar atenção no jogo? Olha pra BOLA! – os olhares de todo o ginásio acompanharam a dona da voz, que agora gesticulava os braços desenhando uma bola no ar.
   - Teka, pega leve!
   - Pega leve o escambau! Se ela quer fazer as unhas, que vá á uma manicure, e não fica fazendo isso durante o jogo. – e virando-se para Rê – Eu vou bater nessa menina. - sibilou entre os dentes.
   Rê apenas riu.
   Passadas uma hora e meia de tortura e mais gritos histéricos de Teka com Bia, elas finalmente conseguiram arrastar Teka de volta ao vestiário ainda bufando de raiva.
   - Juro, tem uma hora que não tem mais graça, sabia?! – reclamava Man com o rosto muito vermelho do esforço, enquanto a queridinha do vôlei ria e nem descabelada estava. – Como você consegue treinar todos os dias, trabalhar, estudar para as provas e ainda ter ânimo para sair? Você não descansa não?
   - Quando eu morrer eu descanso.
   - Não esquenta não Man, pelo menos você sabe que “ agora “ não se escreve com h e separado!
   - Ué, uma pessoa não pode se confundir? – Jô ia tirando a roupa e se encaminhando para o chuveiro - Como se nenhuma de vocês tivesse se confundido com uma palavra. - ela disse como se isso fosse fazer tal coisa desaparecer.
   - Não com uma coisa dessas! – soltou Rê, acompanhando a amiga ao chuveiro.             
   - Se aquela Bia não tivesse ficado lá criando raiz na quadra, nos poderíamos ter ganho o jogo.
   - Ta, ta, ta, Teka... Relaxa e vamos tomar uma ducha de água fria antes da aula. Só por precaução – Jô já tinha pego a amiga pela mão e a puxava para dentro do chuveiro.
   O banho não demorou muito. Passaram seus cremes corporais, arrumaram os cabelos e se vestiram em um tempo record de 45 minutos.
   - Ei, - disse Rê pegando o fichário que Teka ia esquecendo enquanto se dirigia para a porta – onde é que você conseguiu o trabalho de História?
   - Pedi com jeitinho e o Gabriel fez pra mim.
   - É... Eu sei muito bem que jeitinho é esse. Você não presta.
   Teka deu uma piscadinha.

   Na hora do almoço, T finalmente conseguiu dizer quem foi que ela havia encontrado na balada. Pegaram suas bandejas e como de costume sentaram-se na mesa bem ao centro do refeitório. Mal conseguiram se acomodar, e T já despejou:
   - O Dudu, encontrei o Dudu!  Meninas, ele estava um gato com aquela camisa pólo! E que pegada que ele tem, vocês não imag...
   - Pára tudo! T, que história é essa? E o Deco? Você saiu com ele na semana passada? Você enlouqueceu? Os dois estudam aqui, isso não pode dar certo! NÃO PODE! Você tem que se decidir! Assim não dá, não é justo. Você tem que acabar com isso logo e definitivamente! – Sem perceber, R já estava de pé, com uma das mãos apoiada sobre a mesa e a outra apontada para o rosto de T. Dando-se conta de seu ato, olhou para os lados, se sentou e começou a comer um chocolate imediatamente, em um gesto de tentar se conter. T parecia que iria lançar chamas dos olhos.
   - Bom, realmente se você continuar gritando desse jeito eles vão acabar descobrindo. – Respirou e acalmando-se, continuou – E outra coisa, não posso me decidir ainda, gosto dos dois!
   - Como você gosta dos dois? Você gosta...
   - Gostando, ué?! – T não conseguia encontrar uma maneira de explicar para as amigas o fato de gostar de dois meninos ao mesmo tempo. Aliás, nem ela mesma entendia, porque nunca gostara de ninguém. Lógico que gostou de alguns caras, mas era diferente. Antes deles, ela só se interessava até conseguir beija-los, depois perdia a graça. Mas agora, vez ou outra, se pegava pensando nos dois. Será que isso é normal, pensava ela. Mas antes que conseguisse dizer mais alguma coisa sobre o assunto, ela foi interrompida por Rafa, que se sentou á mesa ao lado de A e começou a comer. As meninas, exceto A, se entreolharam pela segunda vez no dia pelo mesmo motivo. T  fez uma cara enjoada do tipo “ ele não tem amigos? “, e continuou a comer.
   Ao final do dia, se separaram. J tinha reunião com seu treinador; T, ensaio do teatro; A tinha que terminar a edição da semana do jornal; e R tinha que ir resolver o novo modelo dos uniformes das líderes para que ficassem prontos antes do último jogo da temporada.
   - Vamos no cinema depois da aula? A gente aproveita e deixa a Jô no shopping. Que horas você entra?
   - Ás cinco!
   - Combinado. Quatro e meia aqui fora. – disse R.
   - Tchau!
   - Tchau amigas!
   J e A subiram as escadas. Mal tinham se despedido, e o celular de T apitou. Mensagem.
   - Um dos dois? – perguntou R acompanhando a amiga até metade do caminho, enquanto ela estava concentrada respondendo a mensagem. Mas pelo sorrisinho que dera, R teve a certeza de que não era.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Me encontra

Hoje eu vou sair para encontrar o amor
Que espero há tanto tempo e ainda não rolou
O vento diz que é hoje em meio à multidão
Que eu vou encontrar a dona do meu coração.

E aí sempre
Sorrir, chorar e ter alguém pra compartilhar sempre
Viver para alguém que me ama e dividir sempre
Felicidade e amor.

Então me encontra ou deixa eu te encontrar
Me encontra ou deixa eu te encontrar [x3]

Eu não conheço todas as flores,
Mas vou mandar todas que eu puder
Vivemos tempos de loucos amores
Só é feliz quem sabe o que quer

Me encontra ou deixa eu te encontrar [x3]
Me encontra, deixa eu te encontrar

Fico pensando onde está você
E se você estaria pensando em me encontrar
Como sou, onde estou e onde quero chegar
Como sou, como é que vai ser e onde vou te levar
Mas se você me ver pode acenar pra mim
Já pensou que louco te encontrar assim?
Eu vou na boa, eu vou na fé, sei que vou te encontrar
E quando eu te encontrar nós vamos comemorar

Me encontra ou deixa eu te encontrar [x4]

Te encontrar
Acho que eu estou a.p.a.i.x.o.n.a.d.a.!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

...

Caracaaa.... to dolorida pra caramba!!! Sério mesmo! Hoje tem bar com os amigos, ou festa da facul... Mas o que meu corpo mais deseja é ficar na minha caminha, lendo Gossip Girl e rezando pro Facebook parar de boicatar meus presentes!!!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Filosofia Houseriana

"A realidade esta quase sempre errada."

Madrugada bizarra

Muito bem! Todos vivenciamos ontem o apagão total no país e no Paraguai. Como sempre, pensei que era só na minha rua, porque definitivamente somos premiados aqui com falta de luz pelo menos uma vez por mês.


Minha tia veio pro meu quarto e assistimos A Verdade Nua e Crua no meu laptop. Quando o filme acabou, liguei uma música no meu celular e nós duas ficamos aqui na minha cama gigantesca batendo papo até dormirmos.


No meio da noite, sonho alguma coisa que não lembro bem o que era, onde estava com mais uma amiga e um bando de gente que me pedia para assobiar o mais alto que conseguisse; era importante. Bom, como assobia alto pra cacete mesmo, lá fui eu assobiar. E foi nessa hora que eu acordo com a mão na boca dando um puta assobio enquanto dormia. Coisa de gente louca, não? 

Meu cúmplice

Não é que meu cúmplice veio me salvar de matar aula e academia sozinha? Fomos pra casa dele e ficamos chapados! Assistimos Mortal Kombati e Hércules; a melhor seção de filme ruim e vagabundo de todos os tempos.

Aula de Projeto

Cá estou eu, sentada na última carteira da última fileira da esquerda da sala, ouvindo meus dois professores gagás e surdinhos falando  da arquitetura de algum lugar sem ter certeza se o que eles falam é correto.

Deveria estar arrumando meu projeto, mas agora mesmo estou pensando seriamente em matar minha aula externa de luminotécnica hoje. Estou cansada da faculdade, não vejo a hora de entrar de férias, ou pelo menos, chegar o final de semana!

Não quero ir para academia também. Meuss braços doem, doem muito. Estou morrendo de sono, já que com o apagão nacional de ontem, não consegui durmir. É péssimo.

" Eu não entendo nada de história da arquitetura; mas essa construção com certeza tem arquitetura", afirmação da minha professora gagá de projeto.

Não sei mais o que escrever aqui, só sei que não quero parar de escrever.

Então, vamos lá. Estou mortalmente cansada, e não quero ir pra academia de jeito nenhum. Queria uma tarde livre, sabe!? Apesar de não estar fazendo nada do que eu deveria estar fazendo, queria ficar deitadinha na minha cama, vendo coisas inúteis na internet e assistindo seção da tarde na globo, que vai passar HSM2! Totalmente inútil! Mas é essa minha vontade.

Agora na reta final so semestre, está me dando uma preguiça descomunal, e de certa forma, tenho medo dela. Porque vou acabar deixando tudo pra última hora, e vou passar aquele nervoso da porra! FODA!!!!

Acabei de mandar uma msg pro hermano, pra ver se ele tá afim de ser meu cúmplice do dia e ir matar aula comigo. Duvido que ele vá, já que agora ele só anda com o pessoalzinho do curso dele! Mas, como dizem por ae, a esperança é a últmia que morre.

Esse ditado se aplica corretamente para o meu verdão querido que joga hoje em casa contra o sport. Rezaremos para ele ganhar, e pros bambis perderem no domingo. Se não companheiro, FUDEU!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

EPISÓDIO DO DIA: A tortura da beleza

Mais um dia de academia. Mais hoje foi quando comecei meu treino de musculação, e não sei como esse fato realmente me deixou surpreender: eu sou uma franga! Sério! Exercícios para o bíceps, peitoral... acabaram comigo. Não consigo levantar o braço. Tá, é exagero, mas estou dolorida de verdade.
A questão aqui é o seguinte: por mais gostosa e magra que eu queira ficar, não consigo ser escrava da beleza. Tenho preguiça de passar creme no corpo anti-celulite e com isso, continuo a parecer um queijo suíço (ok, exagero de novo); não quero parar de fumar e com isso continuo sem conseguir correr na esteira e trocar meu pneu de caminhão por um de bicicleta. O X da coisa é que a minha preguiça é MAIOR que a minha vontade desesperada de emagrecer. Como é que esse povo global consegue?! Porque eles GANHAM para isso. Se tivesse meu rostinho lindo estampado nas revistas, um salário gordo, bofes à me admirar e um personal trainer saradão, com toda a certeza eu colocaria as tripas pra fora na academia. Mas, vamos encarar a realidade: sou uma mera mortal que paga 75 reais para malhar numa academia no final da minha rua.

PRÓLOGO

     Era uma vez quatro meninas, quatro meninas bem diferentes umas das outras, porém, amigas. A palavra amigas parecia não descrever bem o que eram uma da outra. Não sabiam onde começava uma delas e acabava a outra. Sentiam as perdas e conquistas na mesma intensidade, choravam e riam umas pelas outras. Para elas, família não estava nos laços de sangue, mas sim nos do coração.
     R. era loira, com cabelos ondulados no estilo surfista e olhos azuis da cor do céu. Era uma menina bonita, tanto por dentro quanto por fora. Mesmo sendo nova, era velha de espírito. A separação de seus pais fez com que ela amadurecesse muito cedo. Apesar do seu jeito moleca, era a mãezona entre elas, sempre dando conselhos e se preocupando. Inteligente, e mesmo com as futilidades de toda adolescente, era estudiosa e se preocupava com o futuro.
     A. e R. nasceram praticamente juntas. Eram amigas de infância, daquelas que consideram a mãe da outra sua própria mãe. Pequenininha, parecia uma boneca de porcelana. Era uma menina muito ligada à sua família, principalmente à sua mãe. Tinha orgulho de ser judia e fazia questão que todos soubessem disso. Depois de muitos pés na bunda, hoje namorava um menino que era apaixonado por ela.
     J. tinha cabelos castanhos, mas vivia passando todo tipo de coisa neles para tentar clareá-los. Se apaixonava e desapaixonava como quem troca de roupa. Começou a trabalhar para passar o menos tempo possível em casa, discutindo seu futuro com seus pais. Eram muito rígidos quanto a isso, e não aceitavam a decisão da filha de não fazer faculdade. Seu irmão, melhor amigo do irmão de R., era o único que apoiava sua decisão. Seu futuro não era certo, mas ela podia contar com a energia dos astros, e iria lutar com unhas e dentes para alcançar seu sonho.
     T. era a esquentadinha entre as meninas, não levava desaforo para casa. Era o sonho de consumo de todo menino, e ela sabia aproveitar isso a seu favor. Só tomou juízo nos estudos as vésperas do vestibular, mas também se tornou mais confusa do que nunca, quando dois meninos a conquistaram e partiram seu coração.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Matando aula

Bom... aqui estou eu... escrevendo ao invés de estar na aula, apresentando trabalho. Quer dizer, já apresentei o meu, por isso vazei. Não sou são irresponsável assim (apesar de estar me sentindo meio rebelde desde ontem).

Não tenho muito sobre o que falar agora. Na verdade, tenho MUITO sobre o que falar, mas minha preguiça está no auge. Fiquei remoendo alguns episódios, e como eu poderia ter agido diferente. Não que eu tenha feito algo de mais; eu não fiz nada.

Quando finalmente sou apresentada para um certo loiro super gatinho modelo da Dior da faculdade, ao invés de dizer alguma coisa legal, ou puxar uma conversa, eu simplesmente dei um beijo no rosto dele e depois fiquei toda tímida, e por consequência, toda fanfarrona. Não adianta, quando fico nervosa, simplesmente me dá a louca e não consego agir feito uma pessoa normal. Nem encarar o cara nos olhos sem ficar roxa ou desviar o olhar eu consigo. Tento mudar isso, imaginando como a S. faria. O pior é que eu sei realmente como ela faria; só não consigo fazer nada parecido. Ai meu deus!

Outro fato: beijei o B. no feriado, um moreno alto com um sorriso doce. Ele até pegou meu teledone (não que isso signifique alguma coisa, vamos ser realistas: o cara tava chapado na balada. Mas mesmo assim, fui mais do que muitos). Ai quando eu finalmente, depois de uma semana eu encontro com o cara na faculdade, a única coisa que me acomete é o pânico. Isso mesmo, Pânico Irrefreável de Timidez. Por que eu simplesmente não passei por ele, e falei: " Eae, B., tudo bem?" Isso seria uma coisa totalmente normal. Mas eu mal consegui olhar pro cara. Eu sou uma completa idiota. Eu queria descobrir do que tanto eu tenho vergonha. Acho que minha mãe me derrubou do berço quando eu era pequena, porque com toda a certeza, me falta um pedaço de massa cinzenta.

domingo, 8 de novembro de 2009

DEDICATÓRIA

DEDICATÓRIA

Á todas aquelas pessoas que fizeram parte da minha vida, e, que de alguma forma, compartilharam meus sonhos.

Às vezes, o que mais precisamos é de um empurrão
De um sorriso que acredita
Na expressão de confiança.

Às vezes, precisamos de alguém ao nosso lado
Um ombro á molhar
E alguém que nos espere.

Às vezes, não contemos as lágrimas
Choramos por besteiras
Sejam elas tristes ou não.

Às vezes só queremos fechar os olhos
Para não ver o que nos espera
E muito menos o que nos rodeia.

Às vezes, o que mais precisamos é estar sozinhos
À sombra de uma árvore
Pensando no passado e sonhando com o futuro.

Às vezes, precisamos de um beijo
Um abraço, uma mão-dada
Não importa. Precisamos de um carinho.

Às vezes, queremos fugir
Esquecer quem somos
E o que fizemos.

Às vezes, só queremos companhia
Somos alguém procurando um outro alguém!!!
E achamos este alguém em um amigo.

Ops

Não vou aguentar até amanhã.

Aqui vai o primeiro trecho... Tô tão empolgada!

LIVRO

Para aqueles que não sabem, ou seja, quase o mundo inteiro, eu tento escrever um livro já faz uns 3 anos e nada de conseguir terminá-lo. Motivos: a) eu esqueço; b) não tenho tempo; e c) sempre que eu leio quero mudar muitas coisas, mais ai o tempo vai passando, e certas coisas ficaram realmente idiotas.


Mas como ele seria um biografia sobre quatro pessoas realmente fascinantes, vou publicá-lo aqui, aos poucos, abreviando os nomes dos personagens, para preservar sua integridade. Como eu sou profissional, não?!


Amanhã começo. O livro ainda não tem título, e não está acabado, agora que eu tornei a reescrevê-lo. Quem sabe agora eu não me anime e finalmente ponha o ponto final na história?

Os posts do livro serão feitos em outra cor, para serem fácil de reconhecer!

Uma conclusão sobre certas lembranças

Descobri esses dias e-mails que eu mesma me enviava em momentos em que estava perturbada. Bom, bêbada acho que seria o termo certo; mas nem todos que escrevi foram em momentos de alteração de consciência. Fazia isso como um espécie de terapia, de diário.


Colocarei aqui alguns trechos realmente memoráveis (se depois de anos você consideram embaraçoso memorável, então são isso que eles são):


" 15 de Julho de 2009


Nunca me arrependi de nada que eu fiz na vida. Pelo menos, das quais consigo me lembrar. As lembranças de atos desagradáveis há muito se perderam em minhas memórias, por isso, hoje, realmente não me arrependo de nada. Talvés algumas coisas que ficaram mal resolvidas ainda me occorra uma vez ou outra, quando por exemplo disse não, e na época me arrependi. Hoje não tenho nenhuma dúvida que isso não me incomade mais, pois não sinto as mesmas coisas que sentia á época; porém sei que se tivesse feito diferente, haveria uma possibilidade de que o hoje fosse diferente.

Talvés me arrependa de coisas que não tenha feito. Nada me vem á mente nesse momento, mas tenho certeza que alguma coisa deixei escapar.

Não é que eu me arrependa, mas tavés tudo aquilo que tenha feito e sofrido tenha me levado a ser quem eu sou agora. Não gosto dessa pessoa.
Na verdade, as únicas coisas que realmente me incomodam são a falta de responsabilidade, de coragem e a preguiça. Fora isso, tudo bem; eu sou uma pessoa legal. Mas essas coisas que realcei, penso, são as mais importantes que alguém poderia ter, e invejo aqueles que as tenham."



+ Momento de alta revelação interior +


" 06 de Maio de 2007


As vezes juro que eu keria estar pra morrer... que nem tipo o tico, da novela pé na jaca... pra ver se finalemte alguem mostra q realemte gostsa de mikm... to care about me"


+ Esse realmente é memorável +


Os outros são realmente constrangedores... Até eu fico pensando, tipo assim: cara, você tinha problemas! Bom pra quem queria ser o Tico da novela Pé na Jaca, isso não é novidade nenhuma.


Isso é para comprovar o que o tempo faz com a gente. E não só ele: quando a gente entra em depressão,de verdade, parece que o nosso cérebro pára de fazer sinapses apropriadas e nossos pensamentos entram em colapso total já que tudo está uma bagunça. Ficamos vulneráveis, e quando as coisas melhoram, olhamos para trás e vemos o qual loucos estávamos para pensarmos aquele tipo de coisas. E nos surpreendemos ao constatar que tais pensamentos foram os mais sinceros que já tivemos. Sinceridade consigo mesmo é a mais difícil de todas. Dói assumir para nós mesmos o quanto fomos fracos e quanto fracassamos. O quanto sentimos vergonha de nós mesmos. E quão puro o coração é e quão desesperados temos que estar para colocar isso para fora. Escrever para mim é como chorar, gritar, socar: se não colocarmos a descarga de emoções para fora, podemos literalmente explodir.




EPISÓDIO DO DIA: Porque tudo isso começou

" Estava com esse pensamento havia muito na cabeça. Ele sempre me alcançava em momentos em que algo acontecia e eu pensava: isso poderia ser um capítulo de um livro. De uns tempos para cá, comecei a querer que realmente minha vida fosse o enredo de um livro. Não porque eu sou nerd o bastante para ficar divagando e escrevendo em diários sobre como a vida pode ser vazia, e as coisas que não são reais são realmente mais legais. Bom, ás vezes elas são, afinal, a realidade é mais, como posso dizer, real do que toda essa baboseira de novela das 8 onde reviravoltas maravilhosas acontecem. Afinal, nada cai no nosso colo de pára-quedas, por mero acaso, enquanto tomamos uma cerveja no bar na sexta feira depois da aula. Viu só como posso fantasiar sobre a realidade muito bem? Apesar de viver em um mundo de fofocas abomináveis, contas bancárias com incontáveis zeros... essa não é a minha realidade. E já comprovei muitas vezes que se contentar com o simples e básico é muito mais divertido do que tomar garrafas de champagnhe Viuv Glicot na balada. Bom... realmente estou divagando agora. Estou escrevendo porque quero deixar as coisas mais interessantes. Ainda mais agora que 2010 parece realmente ser o ano da virada. Só não sei se de cabeça para baixo. Mais uns quilos á menos, uma posição de destaque na faculdade, uma operação plástica e publicações anônimas de mina autoria por ai, podem vira dar o que falar. Até pareço uma dessas meninas que pensam que as futilidades são as coisas mais importantes do mundo. Não sou. É só que apenas é tão mais despreocupante pensar nessas coisas, que me cérebro agradece secretamente quando me entrego a esse lado que toda garota tem. Não me envergonho disso porque a maioria desse tipo de garota se quer leu um livro na vida a não ser Crepúsculo. Eu também sou apaixonada pelo Edward, mas também os best-sellers ingleses lotam as minhas prateleiras. E para provar que a grama do vizinho não é mais verdinha do que a nossa e nem tudo é o que parece ser.... bom, vamos esperar e ver o que acontecerá daqui para frente."

Desenvolvimento

Contarei aqui alguns episódios da minha vida.... não sei se serão em ordem cronológica, de importância, ou em qualquer ordem de qualquer tipo. Não sei também como serão contados: narrativa, lembrança, em diálogos? Isso não importa. Mas garanto que haverá muitos segredos aqui revelados, mesmo que ninguém os leia.

Hum

Bom... o que estou fazendo aqui: boa pergunta!

Ando muito tempo divagando sobre a vida, e desejando poder escolher o modo como ela seria. E não é que de repente ela é um tanto diferente do que eu imagina que ela fosse? Pois é, me surpreendi com isso, apesar de ainda não chegar nem perto do que eu tão sonhadoramente esperava.

Explicando...

Como uma viciada em livros, descobri que faltava história na minha vida, uma narrativa. Não que ela não fosse pontuadas de histórias que até o mais delirante escritor de novelas precisaria de um bom baseado para imaginá-las. Mas tal descrição só cabe no que se refere a parte de tormenta familiar e quesitos financeiros não muito animadores! A parte do romance parece estar perdida no éter, sem mapa para me encontrar (de volta?).

Se fosse escrever um livro, nada renderia mais do que minha própria história: daria um belo enredo, mas só para aqueles que não ligam muito para histórias de amor, ou pelo menos para os que não esperam um casal romântico com final feliz. Tive um namorado, milhões de carinhas de uma noite só, e sete que me conhecem por inteiro. Seria essa a melhor descrição?

Talvez meu trauma familiar, minha perda de confiança e meu ganho na balança, tenham me brecado nesse sentido. Ou talvez, eu realmente me torne uma solterona, afundada até o pescoço nos bel-prazeres da vida: uma piscina, com um drink, uma maço de cigarro e um livro. Hum... seria esse o seu pensamento para o que seria os prazeres da vida? Com certeza não. A não ser que você seja uma pessoa como eu: eu me basto! Ficar sozinha realmente tem seus benefícios. Há coisas que somente na solidão conseguimos apreciar; nunca nos sentimos tão livres, sem pressões, quanto no silêncio de nossa própria respiração.

Não pense que sou uma louca depressiva. Ainda tenho 20 anos, esqueceu? Adoro uma balada... caras gatos que me olham quando passo.... uma boa dose de tequila... e amigos muito loucos que sempre fazem as coisas mais absurdas do planeta! Ainda assim, prezo meu momentos comigo mesma: uma lata de cerveja bem gelada, um cigarro, uma música no rádio e dirigindo sempre em frente, até onde o asfalto acaba. Definitivamente não estou falando de uma marginal engarrafada as seis da tarde de sexta feira.