quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Caralho... eu ainda sou baoa!!!!!!!!!!!!!!!!!

Nunca fui fã de joias. Mas quando tinha 5 anos, vi os anéis mais maravilhosos do mundo. Saturno brilhava para mim de um telescópio.
Por um tempo, não pensei mais nisso. A imensidão era muita para mim. Afinal, nem ao mesmo soletrar imensidão estava dentro das minhas aptidões.
Quando tinha 12 anos, um dos capítulos do meu livro-texto de Inglês era sobre supernovas. Achei fantástico descobrir aquele universo ao mesmo tempo em que descobria outra forma de me comunicar com outro ser humano. Comecei a prestar mais atenção ao céu.
Durante todo esse tempo, comprei filmes de fotografia para ver eclipses; aprendi as noções básicas de espaço e matéria, e ainda assim, a imensidão disso tudo estava fora da minha capacidade.
Um amigo meu, que se dizia budista á época, me recomendou a leitura de um livro enquanto estávamos sentados á beira mar olhando as estrelas e contemplando a amplitude do céu. Foi assim que conheci Stephen Hawking. Eu tinha 14, ele 26, e Hawking... não faço ideia.
Fui apresentada á Física. Imaginar algo que não era palpável, era a minha falta de aptidão da vez; o mais incrível era que tinha aulas de Matemática avançada.
O tempo foi passando, e a curiosidade sobre o funcionamento do meu entorno aumentou. Minhas sinapses sentiam falta da troca de informações e idéias, que ao final, se tornariam a minha opinião á respeito sobre o mundo ao meu redor.
Vi um meteoro.
Enquanto fuçava na biblioteca de minha mãe, vi um livro chamado Bilhões e Bilhões. Peguei a capa preta, assim como fazia com inúmeros exemplares que achava que eram inteligentes o suficiente, e perguntei sobre do que ele se tratava. Palavras como nanômetros surgiram na conversa. Eu olhava para minha mãe, minha mãe folheava o livro, e, creio eu, fazia cara de interrogação. Se ela, cuja pessoa que eu julgava mais inteligente não era capaz de entender, processar e transmitir a ideia, estava ali algo que me fascinaria para o resto da vida.
Assisti Contato no dia seguinte. Tinha 15 anos.
As divergências entre Ciência e Religião sempre me atraíram. Quanto mais se embrenha por um, menos crédito se dá a outro. Contudo, ambos se movem a partir do mesmo ponto: fé; mesmo que a definição de um, não seja a mesma do outro.
Estava na faculdade, em uma área que até hoje tento entrelaçar com a astronomia, quando, por uma mera falta de programação da televisão, me vi assistindo ao O Universo. Nunca mais deixei de assistir.
Vi novamente os anéis mais maravilhosos do mundo.
Aquele fascínio, que até então estava adormecido no meu subconsciente, aflorou como aquela supernova que tinha aprendido tantos anos atrás.

A imensidão estava agora no centro da minha busca pela aptidão.

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